A 2 semanas das midterms, Trump ataca candidato democrata ao Senado: 'Jihadista doentio e violento'
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício no Kansas em 19 de outubro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fe...
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante comício no Kansas em 19 de outubro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um ataque direto a um candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan nesta sexta-feira (23). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Eleições de meio de mandato nos EUA: o que são as midterms e por que elas têm esse nome? Faltando duas semanas para as eleições de meio de mandato nos EUA, Trump chamou Abdul El-Sayed de "jihadista doentio e violento" em declaração à imprensa na Casa Branca. O presidente americano também acusou o candidato democrata de pertencer a um grupo chamado Irmandade Muçulmana, o que já foi negado por El-Sayed, e afirmou que ele esconde que seu nome do meio é Mohammed. "Ele é um farsantezinho, e tudo nele é falso. É um mentiroso. Fala de todas essas coisas como se fosse moderado, mas não é. Ele é um jihadista. Um jihadista doentio e violento, e não tem lugar no nosso governo", falou Trump. Disputa acirrada Abdul El-Sayed e Mike Rogers, candidatos ao Senado por Michigan REUTERS/Rebecca Cook A disputa entre Abdul El-Sayed e o ex-deputado republicano Mike Rogers por uma cadeira ao Senado é citada pela imprensa americana como uma das mais acirradas das midterms. Há semanas, os republicanos afirmam que El-Sayed tem ligações com a Irmandade Muçulmana, um grupo considerado terrorista pelo Departamento de Estado. Mike Rogers mencionou antigas postagens de redes sociais da meia-irmã de El-Sayed, nas quais ela afirma que sua mãe esteve envolvida com a organização na década de 1970. Além de negar qualquer ligação com o grupo, El-Sayed afirmou que não foi criado pela mãe. Seus pais se divorciaram quando ele tinha 3 anos, e ele viveu com o pai e a madrasta. Durante um debate televisionado entre os dois esta semana, Rogers questionou a lealdade do democrata aos Estados Unidos: "Se você pretende se candidatar ao Senado dos Estados Unidos, precisamos saber: você está a favor da América ou está a favor desses grupos terroristas no exterior?" . El-Sayed, que é filho de imigrantes egípcios e, se eleito, será o primeiro muçulmano a ser designado para o Senado dos EUA, respondeu chamando a pergunta de vergonhosa: "É algo bastante indigno de você, Mike. Tenho orgulho da América. Tenho orgulho de ser americano. Tenho orgulho da nossa Constituição, que garante a todos nós o direito de orar como quisermos". Trump diz que EUA vão 'queimar' como a França se democratas vencerem midterms No começo do mês, em entrevista a um programa da NBC News, o democrata acusou os republicanos de fomentarem a islamofobia ao se referirem a ele pelo nome completo e insistirem em sua ligação com o terrorismo: "A única estratégia de Rogers é apontar para mim, para o meu nome e para a minha fé, e dizer que somos diferentes. E que você deve suspeitar das pessoas simplesmente porque elas são diferentes de você na forma como oram. É realmente vergonhoso. Mas ele não tem ideias. Ele não se importa de verdade em resolver problemas. Ele se importa com o poder". Pesquisadores e estrategistas políticos afirmaram à Reuters que a estratégia visa convencer eleitores judeus e negros da região de Detroit, que apoiaram a adversária de El-Sayed nas primárias democratas, Haley Stevens, a não votarem em El-Sayed. No momento, a disputa é considerada indefinida por analistas políticos independentes, com pesquisas mostrando El-Sayed com uma vantagem média de 2,6 pontos percentuais, de acordo com o site RealClearPolling.com.